Feira para a “mulher muçulmana” cria polêmica na França

Enquanto dois homens animavam um debate sobre a vida conjugal, duas militantes subiram ao palco do evento usando djellabas pretas, roupas femininas típicas da região do Magreb, no norte da África. Elas então retiraram os trajes e ficaram com os seios à mostra, iniciando o protesto. No corpo, traziam frases escritas em árabe, dizendo “ninguém me submete”, “ninguém me possui” e “sou meu próprio profeta”.

As duas mulheres, de 25 e 31 anos, foram retiradas do palco por agentes de segurança e entregues à polícia, segundo uma fonte policial informou à agência AFP. De acordo com a porta-voz do movimento em Paris, as militantes eram de origem argelina e tunisiana e, assim que iniciaram a manifestação, foram alvo de agressões verbais “pesadas” pelos participantes da feira.

Em uma delegacia, as integrantes do Femen foram interrogadas e liberadas. Uma investigação foi aberta para apurar o que aconteceu, de acordo com o Ministério Público de Pontoise. A procuradoria indicou que os organizadores do salão pretendem processar as duas manifestantes.

Petição pede proibição do evento

Durante a semana, uma petição pela internet obteve quase 6 mil assinaturas para pedir a proibição do evento. Segundo os autores da petição, a feira teria a presença de “pregadores fundamentalistas” como Nader Abou Anas, “conhecido por defender o estupro conjugal e a submissão da mulher ao marido”. O Partido dos Radicais de Esquerda apoiou a iniciativa para acabar com o salão.

A programação do evento inclui workshops de culinária e beleza, além de oferecer artigos de moda, literatura e gastronomia focados no público muçulmano. Entre as conferências previstas, havia apenas uma convidada mulher. Esta foi a terceira edição da feira, que se encerra neste domingo.

 

Via: brasil.rfi.fr


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