Governo é conhecido nas próximas semanas


Os colégios eleitorais na Itália encerraram ontem às 15h00, no segundo e último dia das eleições gerais, onde eram esperados 47 milhões de eleitores para escolher o novo governo do país.
No primeiro dia, domingo, foi registada uma menor afluência às urnas em relação às eleições de 2008. O mau tempo, que chegou a ter neve no norte, e os protestos de três feministas contra o ex-primeiro-ministro da Itália Sílvio Berlusconi marcaram a abertura da votação nas eleições gerais da Itália, as primeiras da história da República que acontecem no inverno.
As primeiras horas de votação, quando os colégios eleitorais ficaram abertos das 8h00 às 22h00 locais, viram uma presença menor de pessoas, com uma participação que por volta do meio-dia estava em cerca de 14,94 por cento, 1,57 pontos percentuais a menos que nas eleições de 2008, realizadas em Abril durante a primavera.
Os principais líderes políticos, incluindo agora o reconvertido tecnocrata Mario Monti, cuja renúncia como primeiro-ministro, em Dezembro, fez com que as eleições fossem antecipadas dois meses, votaram em diferentes pontos do país no primeiro dia de eleições, que a priori criam um cenário incerto, com o temor de um possível governo de centro-esquerda já de si instável no Senado. O primeiro candidato a votar foi Monti, senador vitalício e candidato a primeiro-ministro pelas chamadas listas “moderadas”, que esteve acompanhado da mulher às 10h00 locais, no seu colégio eleitoral de Milão para depois assistir à missa.
Uma hora depois, foi a vez do candidato favorito, o líder da coligação de centro-esquerda Pier Luigi Bersani, na sua cidade, em Piacenza, poucos minutos antes de, em Roma, o Presidente da República, Giorgio Napolitano, depositar o seu voto para os representantes parlamentares dos próximos cinco anos.
Todos eles foram às urnas sem problemas, mas não foi assim com Berlusconi, líder da coligação de centro-direita que aspira ser o próximo ministro da Economia, pois ao chegar à secção eleitoral de Milão onde vota, teve de escutar os protestos do movimento feminista Femen.
Os polícias que vigiavam a secção conseguiram deter as mulheres e afastá-las do local até à unidade para identificar as activistas, cuja acção foi reivindicada no Facebook pelo Femen e que vão enfrentar agora a acusação de escândalo público e resistência à autoridade.
O candidato Sílvio Berlusconi, envolvido em polémicas por ter atacado a austeridade europeia e a magistratura italiana, em pleno dia de reflexão, quis minimizar a importância do facto.

Via: jornaldeangola.sapo.ao


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