Muçulmanas fazem oposição às integrantes do Femen

Muçulmanas fazem oposição às integrantes do Femen

Ela mobilizou inicialmente suas colegas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido

05.04.2013 | Atualizado em 05.04.2013 - 23:10

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Folhapress

Quando ativistas do movimento ucraniano Femen declararam 4 de abril como o “dia do jihad topless”, clamando por protestos de seios à mostra para libertar mulheres muçulmanas da opressão, a estudante Sofia Ahmed, 32, teve outra ideia. Ela convocou garotas a, nas palavras dela, combater a “cruzada feminista” --e manifestar-se contrárias à imposição da ideia de que o islã é opressor às mulheres.

Ela mobilizou inicialmente suas colegas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido. Juntas, ganharam milhares de adeptos no Facebook e no Twitter para dizer, em coro, que “o Femen não nos representa”. “Nós não precisamos de feministas etnocêntricas para falar por nós mesmas”, diz Ahmed à Folha. “Quando você rouba a voz de alguém, isso também é opressão.” Para o grupo, que convocou o “dia da muçulmana”, há uma visão romantizada, no Ocidente, de que a mulher não pode se manifestar no islã. O que, concordam, é verdade em alguns países. “Mas eu não acho que o Femen seja diferente do Taleban”, diz Ahmed. “Ambos estão dizendo às mulheres como devem se comportar.”

Pano de fundo
O “dia do jihad topless” foi declarado após a ativista tunisiana Amina Tyler publicar uma foto sua com os seios à mostra --gerando comoção pública. Ela foi ameaçada de morte. A cúpula do movimento “dia da muçulmana” é composta de estudantes da Universidade de Birmingham. A reportagem conversou com três delas --todas são alunas de relações internacionais. As três descendem de famílias vindas da região da Caxemira.

À reportagem elas reclamaram da atenção dada ao Femen como única voz feminista no mundo. “Não somos dadas à supremacia materialista do Ocidente. Isso não é libertação. Nós acreditamos na simplicidade”, afirma Ayesha Latif, 19. “Isso não nos torna antifeministas.” Em conversa pelo Skype com a reportagem, Zarah Sultana, 19, não usava o “hijab”, o véu islâmico. “Isso é uma escolha”, diz a estudante. “Eu não quero vestir o véu apenas porque é aceito na minha sociedade. Quero usar quando estiver pronta.”

Via: correio24horas.com.br


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